segunda-feira, 23 de agosto de 2010

LEILÃO DE AGOSTO DE 2010: VASCO PRADO


serigrafia 91/400, mulher a cavalo, 1989 - med. 55x35cm



Vasco Prado (Uruguaiana, 16 de agosto de 1914 — Porto Alegre, 9 de dezembro de 1998) foi um escultor e gravador brasileiro.
Nos anos 50 fundou o Clube da Gravura com Carlos Scliar, Danúbio Gonçalves, Glênio Bianchetti e Glauco Rodrigues, que foi um dos marcos na história da arte gaúcha, realizando uma obra de cunho social, e em especial enfocando a temática regionalista do gaúcho em sua vida no campo.




gravura número 8 série Negrinho do Pastoreio, 1946 - med. 22x26cm





Além da maestria apresentada no manejo da pedra e do bronze, também foi um grande gravador, ceramista e desenhista. Tem obras espalhadas tanto pelo Brasil quanto pelo exterior.





gravura número 8 série Negrinho do Pastoreio, 1946 - med. 22x26cm




As imagens desta postagem referem-se à gravuras de Vasco Prado, que podem ser visualizadas e estão disponiveis para lances no site da agência.





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sexta-feira, 20 de agosto de 2010

LEILÃO DE AGOSTO DE 2010- GUMA

Escultor.

Tapes/RS, 1924. Faleceu em Porto Alegre/RS, 2008.

Seu nome completo é Gomercindo da Silva Pacheco. Servente do Instituto de Belas Artes da UFRGS, em Porto Alegre, nos anos 60, através do contato com alunos e mestres acabou transformando-se em escultor (primitivo) com marcadas características pessoais e estilo bem definido. Acolhido pela comunidade artística, passou a participar de coletivas ao lado de nomes consagrados. Realizou algumas individuais, movido talvez pela necessidade de sobrevivência pessoal e artística, abriu atelier orientando alunos e buscando caminhos fora dos certames oficiais de arte e do circuito de galerias. Mas em 1995, faz individual na Galeria da Caixa, em Porto Alegre. De Walmir Ayala colheu a seguinte impressão: os blocos de madeira trabalhados por Guma transmitem o caráter introspectivo e solitário do interiorano do pampa. São seres atarracados , telúricos, plantados no chão, uma saga de simples e anônimos simbolizando com candura o biótipo espiritual e físico de uma raça. Catalogado pelo MARGS, Porto Alegre.





Na imagem acima, escultura em bronze de Guma. Esta peça integra o leilão de Agosto e já está disponível para lances no site.



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quinta-feira, 19 de agosto de 2010

LEILÃO DE AGOSTO DE 2010-ANDRÉ-CHARLES BOULLE

André-Charles Boulle (Paris, França, 11 de Novembro de 1642 — Paris, França, 28 de Fevereiro de 1732), desenhou e produziu mobiliário para a corte de Luís XIV como mestre de ebanisteria (marcenaria fina), ficando principalmente famoso pelo seu trabalho de marqueteria de alta qualidade (mosaico ornamental composto por diferentes materiais). A inovação introduzida nesta técnica, já anteriormente existente, é a utilização de novos materiais em combinação com uma perfeita execução da técnica. As peças de Boulle, além de utilitárias, são verdadeiras peças de joalharia, não só pelo detalhe e requinte dos padrões decorativos, como também pela utilização de valiosos materiais. O estilo das suas peças de mobiliário, formalmente dentro do estilo decorativo Luís XIV (Barroco), influenciou a estética por toda a Europa, dando nome ao que ficou conhecido como o estilo boulle.





Na imagem acima, mesa André-Charles Boulle, que estará presente no leilão de Agosto (Para visualizar o lote e imagem da peça, acesse o site).




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quarta-feira, 18 de agosto de 2010

LEILÃO DE AGOSTO DE 2010- PORCELANA DE SÈVRES




Projeto feito por encomenda do Imperador Napoleão Bonaparte




Fundada há mais de dois séculos e meio, a Manufatura Nacional de Sèvres é considerada a mais importante fábrica de porcelana da França. Ela sempre se notabilizou pela excelência de suas peças exclusivas que são muito apreciadas pelo estilo único de decoração e grande valor artístico.
Instalada em um majestoso prédio à margem esquerda do Rio Sena, no Parque Saint Cloud, que fica localizado a apenas dois quilômetros de Paris, a Manufatura Nacional de Sèvres sempre se destacou das outras indústrias pela qualidade de suas porcelanas, principalmente por causa do trabalho meticuloso de seus artesãos. A Fábrica de Sèvres surgiu no segundo quartel do século XVIII, apoiada na doutrina econômica do reinado de Luís XV, que favorecia as artes e os artigos luxuosos. A manufatura de porcelana de pasta mole foi criada por Orry de Fulvy, irmão do Controlador-Geral (Finanças) Orry de Vignory, que pretendia com isso resolver os seus problemas de dinheiro. Com um capital inicial de 10 mil libras, convocou alguns artesãos de Chantilly e montou a fábrica no magnífico Castelo de Vincennes.
As primeiras peças fabricadas neste período foram puramente ornamentais: são ânforas, vasos, jarros de grande tamanho e produtos utilizados como decoração nos grandes palácios e residências.


Foto do atelier de Sèvres tirada em 1904



Gravart, Taunay e Caillot foram os descobridores de uma grande quantidade de cores, utilizadas com êxito: o famoso "bleu de roi", conhecido como azul real ou "bleu de Sèvres"; e o azul-turquesa (bleu turquoise). Xzrowet descobriu o "rosa-pompadour", muito utilizado no século XVIII nas decorações das porcelanas. Surgiram também roxo-violeta, o verde-maçã, o verde-folha e o amarelo-claro. Estas cores combinadas foram algumas das inovações da manufatura de objetos de decoração, e também nas bordas dos imensos aparelhos de jantar, onde o colorido, ao lado da decoração em ouro, dava às porcelanas um aspecto suntuoso e real.
A popularização da porcelana, o aumento da produção industrial para atender o crescimento do mercado e a conseqüente queda de qualidade, não atingiu a fábrica de Sèvres, onde cada detalhe das peças é controlado com rigor. Os artesões passam horas transformando simples utensílios domésticos em obras de arte.




Na imagem abaixo, uma magnífica Ânfora em porcelana de Sèvres decorada com figuras angelicais que estará em um dos lotes do leilão de agosto (A peça pode ser visualizada no site)




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terça-feira, 17 de agosto de 2010

LEILÃO DE AGOSTO DE 2010: JOÃO ZACO PARANÁ




João Zaco Paraná, nascido Jan Żak, foi um escultor, desenhista, pintor e professor polonês, naturalizado brasileiro em 1923.
Veio com a família para o Brasil, em 1887. Até 1895, os Żak, família de lavradores, permanecem em Restinga Seca, no Paraná. Os engenheiros ferroviários François Gheur e Affonso Solheid, impressionados com os trabalhos de Zaco em madeira, propiciam sua ida para Curitiba, onde, entre 1895 e 1901, o menino será hóspede na residência de Gheur.
Entre 1901 e 1902, com apoio financeiro de amigos e protetores, matricula-se no curso livre da Escola Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro.
Em 1903, também com auxílio do Governo do Paraná, embarca para a Europa, para estudar na Academia Real de Belas Artes de Bruxelas (Académie royale des beaux-arts de Bruxelles), sob orientação do escultor Charles Van der Stappen. Em 1909, recebe o diploma acadêmico e, como prêmio excepcional, um ateliê na Academia, com todas as despesas pagas. Em 1910, com a morte de Van der Stappen, Zaco retorna ao Rio de Janeiro, onde pretendia organizar seu ateliê. Sem êxito, retorna à Europa.
Produziu muitos trabalhos e bustos de madeira que representam o homem popular e nativo do Paraná. Um de seus trabalhos mais conhecido é a escultura O Semeador, atualmente na Praça Eufrásio Correia, no centro de Curitiba, para homenagear os imigrantes poloneses da região; e também sua obra Amor Materno, inaugurada em 1993, no Jardim Botânico Municipal de Curitiba, na comemoração dos trezentos anos da cidade.




Nas imagens, dois desenhos espetaculares de João Zaco Paraná que estarão presentes no leilão do dia 31 de Agosto.





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segunda-feira, 16 de agosto de 2010

LEILÃO DE AGOSTO DE 2010- JOÃO FAHRION


óleo sobre tela, pescaria - med. 70x81cm




João Fahrion (Porto Alegre, 4 de outubro de 1898 — Porto Alegre, 11 de agosto de 1970) foi um pintor, ilustrador, desenhista, gravador e professor brasileiro. Destacou-se na pintura de retratos. Apreciador da pintura da década de 1920, sua obra é marcada por cenas de bastidores, arlequins e bailarinas.

Na imagem, uma obra-prima de João Fahrion, que estará presente no próximo leilão, que será realizado no dia 31 de Agosto (terça-feira).





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sexta-feira, 6 de agosto de 2010

GRAVURA AGUA FORTE


GRAVURA ÁGUA FORTE


Água-forte é uma modalidade de gravura que é feita em uma base de liga metálica, habitualmente de ferro e zinco.

A matriz é uma placa de cobre, onde é feito um desenho ou se grava uma impressão fotográfica. O papel é levemente umedecido e o desenho pode ser gravado em cor.


ARTISTAS


Osvaldo Goeldi

(Rio de Janeiro, 31 de outubro de 1895 – Rio de Janeiro, 16 de fevereiro 1961)
Foi um desenhista, ilustrador, gravador e professor brasileiro. A partir de 1923 dedicou-se intensamente à xilogravura e fez ilustrações para revistas, livros e periódicos. Consolidado como ilustrador, expôs na 25ª Bienal de Veneza, em 1950, e ganhou o Prêmio de Gravura da 1ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1951. Sua carreira como professor começou em 1952 e, após três anos passou a ensinar xilogravura na Escola Nacional de Belas Artes. Em 1956 foi realizada sua primeira retrospectiva, no MAM-SP. A obra de Goeldi já participou de mais de uma centena de exposições póstumas no Brasil, Argentina, França, Portugal, Suíça e Espanha. Todo o acervo do artista hoje é preservado e catalogado pela Associação Artística Cultural Oswaldo Goeldi e pelo Projeto Goeldi.


Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo

Mais conhecido como Di Cavalcanti (Rio de Janeiro, 6 de setembro de 1897 — Rio de Janeiro, 26 de outubro de 1976) foi um pintor, desenhista, ilustrador e caricaturista brasileiro. -Seu estilo artístico é marcado pela influência do expressionismo, cubismo e dos muralistas mexicanos (Diego Rivera, por exemplo).
-Abordou temas tipicamente brasileiros como, por exemplo, o samba. O cenário geográfico brasileiro também foi muito retratado em suas obras como, por exemplo, as praias.


Darel Valença

Darel Valença Lins (Palmares PE 1934). Gravador, pintor, desenhista, ilustrador, professor. Aos 13 anos, trabalha como aprendiz de desenho de máquinas na Usina de Catente, em Pernambuco. Entre 1941 e 1942, estuda na Escola de Belas Artes do Recife, atual Universidade Federal de Pernambuco, e atua como desenhista tipógrafo numa repartição pública. Muda-se para o Rio de Janeiro em 1945. Em 1947 estuda gravura em metal com Henrique Oswald no Liceu de Artes e Ofícios. Realiza a primeira individual em 1949, na Biblioteca Nacional. Desenha para vários periódicos, como a revista Manchete e o jornal Última Hora. Ilustra diversos livros, entre eles Memórias de um Sargento de Milícias, de Manuel Antônio de Almeida; Porandubas Amazonenses, de Barbosa Rodrigues; Angústia, de Graciliano Ramos, e Amos e Servos, de Dostoievsky. Leciona no Museu de Arte de São Paulo, na Escola Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro, e na Faculdade de Artes Plásticas da Fundação Armando Álvares Penteado, em São Paulo. Vai para a Europa com o prêmio viagem ao exterior, obtido no Salão Nacional de Arte Moderna do Rio de Janeiro em 1957. Entre 1968 e 1969, executa painéis para o Palácio dos Arcos em Brasília, e em 1979, para a IBM do Brasil, no Rio de Janeiro.
Agua forte "9/27" VALENÇA, Darel


Aldemir Martins
(Ingazeira, 8 de novembro de 1922 — São Paulo, 6 de fevereiro de 2006)
Foi um artista plástico brasileiro, ilustrador, pintor e escultor autodidata, de grande renome e fama no país e exterior. Sempre se dedicou a temas relativos ao nordeste brasileiro que, em geral, foi tratado de maneira estilizada e lírica. Em 1950, fez o curso de gravuras do Museu de Arte de São Paulo. Também nessa época sua produção retratava o nordeste, porém de forma severa e dramática. Fez desenhos em nanquim que serviram para estampar objetos e tecidos de decoração.
Agua forte "BUMBA MEU BOI" (1959) MARTINS, Aldemir.




As gravuras acima são cartões de natal, oferecidos por Raymundo de Castro Maya à Yolanda e Eraldo.

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quinta-feira, 22 de julho de 2010

LEILÃO RESIDENCIAL EM GRAMADO -RS

Imagem da casa
Imagem da casa



LEILÃO
Sábado
7 de Agosto de 2010
às 10h e 30 min
VISITAÇÃO
30, 31 de Julho e
1º e 6 de Agosto de 2010
das 10h às 18h
ENDEREÇO
Rua do Colégio, 289 - Centro
Gramado -RS (mapa no site)

INFORMAÇÕES
51 3061.5017/8122.6828
atendimento@agenciadeleiloes.com.br
Site Agência de Leilões

terça-feira, 6 de julho de 2010

Frida Kahlo


Frida Nasceu em 6 de Julho de 1907 no México, mas gostava de declarar-se filha da revolução ao dizer que
havia nascido em 1910. Sua vida sempre foi marcada por grandes tragédias; aos seis anos
contraiu poliomelite, o que à deixou coxa. Já havia superado essa deficiência quando o ônibus em
que passeava chocou-se contra um bonde. Ela sofreu multiplas fraturas e uma barra de ferro
atravessou-a entrando pela bacia e saindo pela vagina. Por causa deste último fez várias cirurgias
e ficou muito tempo presa em uma cama.
Começou a pintar durante a convalescença, quando a mãe pendurou um espelho em cima de sua
cama. Frida sempre pintou a si mesma: "Eu pinto-me porque estou muitas vezes sozinha e porque
sou o assunto que conheço melhor". Suas angustias, suas vivências, seus medos e principalmente
seu amor pelo marido Diego Rivera.
A sua vida com o marido sempre foi bastante tumultuada. Diego tinha muitas amantes e Frida
não ficava atrás, compensava as traições do marido com amantes de ambos os sexos. A maior dor
de Frida foi a impossibilidade de ter filhos (embora tenha engravidado mais de uma vez, as
seqüelas do acidente a impossibilitaram de levar uma gestação até o final), o que ficou claro em
muitos dos seus quadros.
Os seus quadros refletiam o momento pelo qual passava e, embora fossem bastante "fortes", não
eram surrealistas: "Pensaram que eu era surrealista, mas nunca fui. Nunca pintei sonhos, só pintei
minha própria realidade". Frida contraiu uma pneumonia e morreu em 1954 de embolia
pulmonar, mas no seu diário a última frase causa dúvidas: "Espero alegremente a saída - e espero
nunca mais voltar - Frida". Talvez Frida não suportasse mais.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

LEILÃO DE JULHO/2010 - João Faria Vianna



João Faria Viana nasceu em Porto Alegre em 26 de outubro de 1905. Foi desenhista, gravador, pintor, professor, colecionador de antiguidades, mas ficou conhecido sobretudo por suas xilogravuras sobre Porto Alegre. Fez seu primeiro desenho aos seis anos de idade: “de repente peguei a pedra de ardósia e fui rabiscando, rabiscando furiosamente e quando me dei conta, ali estava o perfil de um navio. Mamãe achou bonito e, diante do sucesso, inventei de ser desenhista”. Aos 14 anos, pintou o retrato de Borges de Medeiros, na expectativa de ganhar uma bolsa de estudos para estudar desenho e pintura, mas não foi atendido.
Faria Viana foi o fundador e o 1º presidente da Associação Rio-Grandense de Artes Plásticas Francisco Lisboa, a primeira entidade a congregar artistas plásticos do Rio Grande do Sul. Na Chico Lisboa organizou, em 1942, a 1ª Mostra Coletiva de Gravuras sobre Porto Alegre. Lecionou desenho e pintura, e trabalhou como ilustrador da Editora Globo na década de 40. Participou em salões no estado e país obtendo diversas premiações.
A paisagem histórica foi o tema constante de sua obra, sobretudo os velhos casarões imortalizados a bico de pena, no livro “Imagens Sentimentais da Cidade”, de Athos Damasceno Ferreira.
Faria Viana faleceu em 24 de setembro de 1975. O Correio do Povo assim noticiou sua morte:


“Falecido esta semana, no ônibus em que ia para sua casa, em Petrópolis, João Faria Viana deixa um claro no mundo artístico do Rio Grande do Sul. Pintor, desenhista e gravurista, ao longo da vida dedicou-se com especial interesse a retratar a cidade onde nasceu, viveu e que tanto amou: Porto Alegre.”


NA IMAGEM: João Faria Vianna, xilogravura 20/20, "Coliseu", 1966 - med. 21x30cm.

A xilogravura acima estará no leilão do dia 6 de Julho, realizado pela Agencia de Leilões e está disponível desde já para lances.


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