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quinta-feira, 26 de agosto de 2010

LEILÃO DE AGOSTO DE 2010 - MARÍLIA FAYH

escultura em bronze, figura feminina - alt. 53cm

Escultora, pintora e gravadora, natural de Porto Alegre, Marilia Fayh graduou-se em Publicidade, mas foi nas Artes Plásticas que encontrou o seu caminho. Em 1980, inicia o fazer da Arte informalmente no Ateliê Livre da Prefeitura de Porto Alegre, sendo aluna de artistas consagrados. Abre seu ateliê em 1995. Em seu currículo, constam exposições individuais e coletivas em várias cidades do Brasil e do Exterior, como Paris, Madri, Roma, Toronto, Berlim e Amsterdã. Em 2000, foi premiada com a Medalha de Ouro pela escultura de bronze “A Décima Lua Cheia”, pelo Comité D’honneur du Mérite et Dévoument Français, em Paris.

As figuras que Marília esculpe em bronze são, em sua totalidade, femininas e sugerem muito da artista: ”é o meu universo que modelo”, explica. Seu trabalho é despretensioso e reflete seu cotidiano. Não estão ligadas a uma tendência ou estilo.
As estrelas são ícones recorrentes nas peças de Marilia. “As estrelas mudam de lugar. Tudo é impermanente e isto pode ser visto sob uma ótica de brincadeira”, reflete.

“A vida é criativa, muito mais criativa do que a Arte. A realidade sempre me surpreende pela sua diversidade, pelo inusitado. Então vou captando e exprimindo a vida com seus matizes cotidianos. Os impressionistas não se cansavam de retratar a mesma paisagem, apenas usando o recurso da luz em horários diversos. Assim, eu uso a linguagem da figura humana, nas suas muitas expressões ensolaradas ou sombrias”, analisa a artista.



A imagem reproduzida acima se refere à escultura em bronze de Marilia Fayh, que estará entre as magníficas peças presentes do leilão do dia 31 de Agosto. Os lances podem ser efetuados pelo site da agência.


CONTATO

E-mail: atendimento@agenciadeleiloes.com.br
Fone: 51-30615017
Site: Agência de leilões.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

LEILÃO DE AGOSTO DE 2010 - EDGAR OEHLMEYER

óleo sobre eucatex, vaso de flores, 1958 - med. 72x59cm

Oehlmeyer nasceu em Rio Claro, São Paulo, em 1909 e faleceu, em 1967. Considerado por muitos, como um dos vinte maiores artistas plásticos brasileiros de todos os tempos. Foi aluno dos mestres Carlos Hadler, Amadeo Scavone e Antônio Rocco.
Desenvolveu com rara mestria e igual qualidade pictórica, os mais diversos temas da pintura nas diferentes técnicas, tamanhos e materiais.
Oehlmeyer possuía uma forte personalidade, reveladora de um obstinado perfeccionismo. Alheio às modernas tendências, só se interessava pelos grandes mestres do passado. Esboçava e pintava, até atingir os tons desejados que melhor imprimissem um determinado sentimento. A prova disso foi a obra “Cabeça de Velha”, pintura sobre velaturas que, apesar da grande inveja que causou nos salões, conquistou-lhe a Grande Medalha de Prata.
O carvão, o pastel e a aguada de nanquim, revelam em traços sumários até o estado de espírito, de rostos não identificados, e figuras de homens e mulheres. Um risco, uma ruga – um sentimento! Um olhar distante – um pensamento profundo, uma nostalgia discreta!...
Segundo a opinião de conceituados críticos, figura e paisagem, são os temas mais difíceis neste estilo de pintura. Alguns afirmam que é a figura, outros, a paisagem. Oehlmeyer, também na paisagem, mostra sua genialidade, valendo-se de um enquadramento diferente do habitual. Muito raramente, retrata casarios, ruas ou outros motivos, pela perspectiva frontal. Ao contrário, parte de um ângulo lateral ou secundário, para o todo da paisagem, reforçando a perspectiva mais evidente, propositadamente esquecida, com um claro-escuro deslumbrante. O modo como compunha as flores na tela, permite uma visualização tridimensional, causando a impressão de serem reais, como que saindo do quadro e indo ao encontro de quem as observa. O tema flores, projeta Oehlmeyer para a imortalidade. Muitos, afirmam que nenhum outro conseguiu superá-lo.
Oehlmeyer tinha consciência do valor de seu trabalho, admitindo-o com toda a modéstia. E, por isso, quando vendia suas obras sentia-se “mutilado”; era um pedaço de si próprio que se desprendia!
Austero, consigo mesmo e indulgente com os outros, exigia o máximo de si mesmo, queimando com soda cáustica as obras que não considerava boas, mas vendo até na pintura fraca de alguns colegas seus pontos positivos.
A arte refletia o homem que a criara, melancólica e cheia de contrastes, plasmada em um claro-escuro que lembrava Rembrandt. Além deste último, admirava, também, José Malhôa, (pintor português, 1855-1933), e na música, Mozart e Beethoven. Tinha como companheiros de arte e melhores amigos, Aliberto Baroni e Manlio Moretto, com os quais viajou pelo Brasil.


A imagem no topo da postagem é uma reprodução do quadro que estará no grande leilão do dia 31 de Agosto e já está disponivel para lances no site da agência.


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terça-feira, 24 de agosto de 2010

NOITE DE AUTÓGRAFOS RODRIGO PECCI




Rodrigo Pecci nasceu em 1976, em Porto Alegre. Iniciou-se na gravura em metal em cursos ministrados por Wilson Cavalcanti e trabalhou como impressor na Fundação Iberê Camargo, em Porto Alegre, sob orientação de Eduardo Haesbaert. Desde 2002, atua como professor e impressor na oficina de gravuras do Museu do Trabalho.



Gravura em metal, ponta seca, água-forte e relevo, tiragem exclusiva 1/1 - med. 53x38cm



Em 2008, realizou sua primeira exposição individual, Sobreimpressões, na Galeria Arte&Fato. Em 2009, recebeu o Prêmio Açorianos de Artes Plásticas, Destaque em Gravura 2008, da Prefeitura Municipal de Porto Alegre.



Gravura em metal, água-forte, água-tinta e ponta seca, tiragem exclusiva 1/1 - med. 53x38cm


No dia 27 de Agosto, a Agência de Leilões e Espaço Cultural Porto Alegre sediará uma noite de autógrafos do segundo volume da coleção "gafanhoto", desenhos de Rodrigo Pecci.
Entre a noite de autógrafos e o mês de setembro a Agência de Leilões e Espaço Cultural Porto Alegre estará sediando uma exposição individual do artista, que estará presente no evento. As obras exibidas estarão à venda.

Gravura em metal com pintura - med. 53x38cm




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Site: Agência de leilões.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

LEILÃO DE AGOSTO DE 2010- GUMA

Escultor.

Tapes/RS, 1924. Faleceu em Porto Alegre/RS, 2008.

Seu nome completo é Gomercindo da Silva Pacheco. Servente do Instituto de Belas Artes da UFRGS, em Porto Alegre, nos anos 60, através do contato com alunos e mestres acabou transformando-se em escultor (primitivo) com marcadas características pessoais e estilo bem definido. Acolhido pela comunidade artística, passou a participar de coletivas ao lado de nomes consagrados. Realizou algumas individuais, movido talvez pela necessidade de sobrevivência pessoal e artística, abriu atelier orientando alunos e buscando caminhos fora dos certames oficiais de arte e do circuito de galerias. Mas em 1995, faz individual na Galeria da Caixa, em Porto Alegre. De Walmir Ayala colheu a seguinte impressão: os blocos de madeira trabalhados por Guma transmitem o caráter introspectivo e solitário do interiorano do pampa. São seres atarracados , telúricos, plantados no chão, uma saga de simples e anônimos simbolizando com candura o biótipo espiritual e físico de uma raça. Catalogado pelo MARGS, Porto Alegre.





Na imagem acima, escultura em bronze de Guma. Esta peça integra o leilão de Agosto e já está disponível para lances no site.



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quinta-feira, 19 de agosto de 2010

LEILÃO DE AGOSTO DE 2010-ANDRÉ-CHARLES BOULLE

André-Charles Boulle (Paris, França, 11 de Novembro de 1642 — Paris, França, 28 de Fevereiro de 1732), desenhou e produziu mobiliário para a corte de Luís XIV como mestre de ebanisteria (marcenaria fina), ficando principalmente famoso pelo seu trabalho de marqueteria de alta qualidade (mosaico ornamental composto por diferentes materiais). A inovação introduzida nesta técnica, já anteriormente existente, é a utilização de novos materiais em combinação com uma perfeita execução da técnica. As peças de Boulle, além de utilitárias, são verdadeiras peças de joalharia, não só pelo detalhe e requinte dos padrões decorativos, como também pela utilização de valiosos materiais. O estilo das suas peças de mobiliário, formalmente dentro do estilo decorativo Luís XIV (Barroco), influenciou a estética por toda a Europa, dando nome ao que ficou conhecido como o estilo boulle.





Na imagem acima, mesa André-Charles Boulle, que estará presente no leilão de Agosto (Para visualizar o lote e imagem da peça, acesse o site).




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sexta-feira, 25 de junho de 2010

LEILÃO DE JULHO/2010 - OPALINA



Muito apreciadas e valorizadas, as opalinas apareceram na França no ano de 1840, sendo seu primeiro fabricante a cristaleria de Baccarat. Nasceu de um erro da manufatura francesa, pois uma mistura de areias destinada ao fabrico de uma massa de cristal, repentinamente se apresentou com um colorido e decomposição de cor, meio nebuloso, que lembrava a opala, pedra que possui as cores do arco-íris. Daí o nome "Opalina".
Tornando-se moda no período romântico, vamos encontrar neste material os mais diversos objetos: lavatórios, lustres, castiçais, caixas, vidros para perfume, copos, jarros, enfim uma série de peças ornamentais e algumas de utilidade. Além da Baccarat, outras fábricas fizeram cristal de opalina: São Luís, Clichy e, na Bélgica, Val Saint-Lambert





A peça na imagem acima faz parte do próximo leilão que será realizado pela Agência de Leilões, no dia 6 de Julho.
Os lotem podem ser visualizados no site da agência e os lances já podem ser feitos no mesmo.







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quinta-feira, 20 de maio de 2010

GRANDE LEILÃO DE ESPÓLIO JUNHO/2010: CIA DAS ÍNDIAS



"Companhia das Índias" é a denominação recebida pela antiga porcelana chinesa, considerada uma preciosidade, fabricada no Sul da China, comercializada e transportada do Oriente para o Ocidente através de empresas de navegação (Companhias de Comércio) denominadas Cia. das Índias Orientais ou Ocidentais.
A influência européia na arte chinesa da porcelana era dada pelos agentes comerciais das Companhias, que levavam modelos, fôrmas, brasões e iniciais do Ocidente, sendo que as encomendas em letras ocidentais nem sempre eram reproduzidas com muita fidelidade. E mesmo os brasões e monogramas tinham colorido diverso dos originais. Mas os temas utilizados na decoração da antiga porcelana chinesa foram variados: flores de pessegueiros, cerejeira e ameixeira, galhos de salgueiros, lagos, garças e cisnes, carpas, cenas de guerra, agressivos cães de Fô, animais nascido do imaginário, conquistas amorosas, deuses e crianças brincando.



Dentre os diversos lotes, esta preciosa porcelana chinesa estará presente para apreciação e lances no grande leilão de espólio que acontecerá no dia 8 de Junho, na Agência de Leilões.

Na imagem, encontram-se as peças citadas como ítens para lance no próximo leilão





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sexta-feira, 16 de abril de 2010

LEILÃO ABRIL/2010 : SOBRE PETRUCCI


Petrucci: Pintor e desenhista nascido em Pelotas no ano de 1919 e deste muito novo se envolveu com o mundo das artes. Ele obteve medalha de prata no 5º salão de Arte da Associação Riograndense de Artes Plásticas Francisco Lisboa (Chico Lisboa), 1954, e de bronze no salão Pan-Americano, 1958, ambos em Porto Alegre. Nos últimos anos, deixou a figura para dedicar-se à paisagem urbana construída com rigor quase fotográfico. Fase igualmente destacada em sua obra é o abstracionismo, que praticou nos anos 60 e 70. Dono de qualidades inegáveis, tem-se mantido à margem das promoções comuns e habituais do circuito de arte, inclusive salões ou mostras coletivas.Na arte rio-grandense, Petrucci ocupa um lugar merecidamente destacado. Sua atuação no movimento artístico sulino data dos anos 40. Através de sua história pessoal, pode-se acompanhar os êxitos e as vicissitudes da arte no Rio Grande. Deste os começos da Associação Francisco Lisboa, como através das lutas, naqueles anos, pela aceitação do modernismo numa província culturalmente conservadora, sua presença foi constante.



O leilão do dia 20 de Abril,na Agência de Leilões e Espaço Cultural Porto Alegre (Rua Câncio Gomes, n°661 - Porto Alegre, RS) contará com obra de Petrucci, que estará disponível aos interessados no endereço citado acima a partir do dia 17 de Abril e também no site: http://www.agenciadeleiloes.com.br/Publico/index.aspx



NA IMAGEM: Petrucci, pastel, pandeiro 1935 - med. 23x30cm

OBS: Esta obra faz parte do leilão.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

LEILÃO DE ABRIL/2010: ARTE INDO-PORTUGUESA



Dando continuidade às postagens informativas em relação ao leilão que será realizado dia 20 de Abril, na Agência de Leilões e Espaço Cultural Porto Alegre (Rua Câncio Gomes, n°661 - Porto Alegre, RS), hoje o conceito proposto retrata a cultura e artes indo-portuguesa, como a ilustração acima (peça que estará à venda no dia 20 de Abril).

“Na cultura indo-portuguesa houve uma grande transformação de ideais, seus arquivos são poderosos, sua documentação farta, e Goa atravessou e atravessa um processo de continuidade, onde marcas profundas formaram seus diferenciais mesmo em relação ao subcontinente. E seus habitantes possuem um desejo imenso de armazenar informações do passado, facilitando uma compreensão maior de todo o processo aculturatório e de sua evolução posterior.
Sob o ponto de vista plástico, muitas vezes, são pequenos traços que surgem e que aos poucos vão se acentuando ou não, traços com que o criador da obra, seja artista ou artesão, responderá ao meio ambiente que o cerca, mas também às injunções políticas que os pressionam em todo o leque que esta ação pode intervir.
Para o entendimento da formação da arte indo portuguesa, torna-se imprescindível a análise do meio ambiente em que esta arte deslanchou, o sul da Índia e sua extensão na direção da Saurasta, lembrando que ela foi criada dentro de um trançado de múltiplas influências. “Só então poderemos pensar em analisá-la em relação ao Brasil.”




Na imagem: Móvel indo-português século XIX.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

EXPOSIÇÃO E VENDA DE OBRAS: JÚLIO MANCEBO


A Capital gaúcha recebe um dos mais importantes artistas do Construtivismo Latino-Americano. Dos que conviveram com o mestre Joaquín Torres García, o uruguaio Julio Mancebo é o último discípulo vivo. Aos 77 anos, autografa livro que retrata sua obra no dia 09 de abril (sexta-feira), a partir das 19 horas, na Agência de Leilões e Espaço Cultural Porto Alegre (Rua Câncio Gomes, 661).

Financiado com recursos privados, Mancebo é uma espécie de homenagem, como explica, Daniel Chaieb, da Agência de Leilões e Espaço Cultural Porto Alegre - uma das instituições financiadoras. É um documento que reconhece a obra do uruguaio em vida. “Esse tipo de iniciativa normalmente só ocorre depois da morte dos artistas”, lembra Chaieb. Também contribuíram com recursos para a publicação a Casa da Memória da Arte Brasileira e Liliam Beatris Chagas de Moura.

Até o dia 30 de abril, obras de Julio Mancebo estarão dispostas à apreciação dos gaúchos no mesmo local da sessão de autógrafos, que marca também a abertura da exposição. A visitação será gratuita e alguns trabalhos estão sendo comercializados. O evento do próximo dia 09 é aberto ao público. O pintor uruguaio Júlio Mancebo estará presente na sessão de autógrafos.




Na imagem: Óleo sobre tela - med. 100x100cm.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

SPFW: Mobiliário inglês inspira criações de Samuel Cirnansck

Par de sofás Chippendale, forrados em tecido adamascado, estimados em £500,000 o par, são parte da sala de desenho de 1759, Dumfries House, Escócia (residência comprada pelo Príncipe de Gales Charles em 2007).

O estilista Samuel Cirnansck desfilou esta semana no São Paulo Fashion Week e impressionou ao apresentar sua releitura do trabalho de Thomas Chippendale.Os móveis ao estilo Chippendale caracterizam-se por suas linhas curvas trabalhadas. Na passarela, adornos de cabeça em forma de cúpulas de abajur bordadas, cobertas por franjas de cristal; vestidos e blusas que lembram almofadas, algumas aplicações capitonê; a sensação foi um vestido com uma mesa aplicada! O desfile aconteceu no segundo dia de SPFW e foi um verdadeiro show.

Fontes: You Tube; GNT web; Terra Notícias e http://www.dailymail.co.uk/news/article-464808/Charles-buys-Scottish-palace-45-million.html#ixzz0dFhoxcag